Londrina - Policiais militares da Companhia Ambiental resgataram ontem uma jaguatirica em um sítio localizado na Colônia Coroados, na Zona Sul de Londrina. O proprietário armou uma armadilha para capturar o animal.
''É bom ressaltar a atitude correta do cidadão que resgatou a jaguatirica viva e sem ferimentos e acionou a polícia'', ressaltou o capitão Ricardo Eguedis, comandante da Polícia Ambiental em Londrina.
O animal estava na região há alguns dias e havia comido algumas galinhas da propriedade. O felino, já em idade adulta, mede cerca de 40 cm de altura e 70 cm de comprimento e pesa, aproximadamente, cinco quilos. A jaguatirica não se encontra ameaçada de extinção e é típica da Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, mas tem se aproximado das cidades em busca de alimentos.
A jaguatirica passou por exames com um veterinário e será encaminhada para uma área de preservação ambiental nas proximidades de Telêmaco Borba (Norte). ''Vamos deixá-la o mais longe possível dos humanos até para que ela não ameace e acabe ferindo alguém e também para não ser vítima de caçadores'', explicou Eguedis.
No fim de semana, a Companhia Ambiental realizou uma operação visando o combate a caça, pesca e atividades predatórias na região de Londrina. Foram vistoriados mais de 300 quilômetros de estradas rurais próximas de rios, principalmente na região da bacia do Tibagi. Foram apreendidos mais de 800 metros de redes de pesca em situação irregular e outros materiais destinados a pesca predatória, todos eles instalados em locais ou com medidas fora do permitido pela legislação.
A maior apreensão aconteceu no domingo à tarde, quando policiais patrulhavam as margens do Rio Vermelho, no município de Florestópolis (Norte), e abordaram um Monza. No bagageiro foram localizados cerca de 300 metros de redes para pesca predatória, em diversos tamanhos e com malhas diversas, todas irregulares e sem cadastro junto aos órgãos ambientais. Quatro pescadores foram advertidos sobre a proibição do uso deste tipo de material.
De acordo com o capitão Ricardo Eguedis, operações como essa vão ser intensificadas em virtude da chegada das temperaturas mais altas e da maior procura por pescarias. ''As redes só são permitidas para pescadores profissionais, já que o seu uso exige a aplicação de algumas normas técnicas para não configurar a pesca predatória'', afirmou Eguedis.

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