'Já tomei muito susto', diz aposentado
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - É fácil encontrar calçadas que ofertam riscos e problemas a pedestres em Londrina, não importa o bairro ou região. Em bairros residenciais é comum nem existir calçamento. Alguns espaços são completamente tomados pelo mato ou barro. Mesmo no coração da cidade, em frente à Catedral, por exemplo, há buracos. Centenas de pessoas passam pelo local diariamente. Há até uma pequena rampa de acesso para cadeirantes, mas os pequenos blocos soltos impedem o acesso e, inclusive, podem causar acidentes.
O aposentado Celso Costa é o típico londrinense vítima de ''calçadas com armadilhas''. Sem visão no olho esquerdo e apenas 5% no direito, ele caminha por Londrina com frequência. ''Caí há cerca de um mês na Rua Bahia. Ali está muito ruim, esburacada.'' Ontem, ele caminhava pelo asfalto na Rua Itajaí, próximo a Avenida Leste-Oeste. Não havia calçada e carros desciam a via a poucos metros de Costa. ''Já tomei muito susto'', confessou ele sobre as andanças forçadas fora da calçada.
Na Zona Norte, Avenida Saul Elkind, há calçadas que também causam problemas. Um exemplo é um trecho no cruzamento com a Rua Cegonha, no Conjunto Violin. ''Está péssimo. Precisando melhorar em vários lugares. Está tudo cheio de buraco'', afirmou a aposentada Augusta Elias Frata. Enquanto a Reportagem esteve no local, dezenas de pessoas que passavam mostraram descontentamento. À noite, a metalúrgica Edina Andrade nem se arrisca por ali. ''Eu vou do outro lado. Não dá para enxergar.''
Segundo o secretário de Obras, Bruno Morikawa, neste ano cerca de 700 proprietários foram notificados para regularizarem suas calçadas. Questionado sobre áreas públicas debilitadas, ele disse que há um trabalho constante de revitalização.


