Izzo Filho deve passar reveillon na cadeia
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Jair Aceituno (especial para a AE) 
Bauru, SP, 29 (AE) - Apesar de ter obtido a liberdade provisória num dos processos - no qual é acusado de extorsão contra uma empresa de ônibus da cidade - o ex-prefeito Antonio Izzo Filho continua preso e deverá passa o ano novo na cadeia. Na audiência realizada ontem (28), referente a processo no qual ele figura como mandante de atentados contra adversários políticos, o juiz Benedito Okuno, da 1ª Vara Criminal de Bauru, colocou em liberdade o ex-segurança Roberto Carlos Thomaz, mas manteve Izzo Filho recolhido.
O pedido de libertação formulado por seus advogados foi remetido para parecer do promotor Hércules Sormani Neto, que ainda não se pronunciou. Como na sexta-feira (31) não haverá expediente no Forum, só nos próximos dias úteis o processo voltará às mãos do juiz.
O advogado Ailton José Gimenez se diz indignado com a situação de seu cliente. "De sete réus constantes no processo, cinco que teriam sido executores das ações já estão em liberdade
e o mandante continua preso, como se ele fosse perigoso e os outros não" - reclamou.
A tese constante do pedido de libertação nesse caso é a mesma adotada no habeas-corpus concedido no início da semana pelo Tribunal de Justiça do Estado. O réu está sofrendo constrangimento ilegal por se encontrar preso há mais de 200 dias, quando a legislação não permite que a prisão preventiva dure mais de 96 dias, mesmo que o processo ainda não tenha sido inteiramente instruído. Além do pedido de liberdade ao juízo de primeira instância, Izzo Filho espera também o julgamento do habeas-corpus sobre esse mesmo processo, pelo Tribunal de Justiça.


