Agência Estado
Do Rio
O ex-auxiliar de enfermagem Edson Izidoro foi condenado a 76 anos de prisão, em julgamento realizado anteontem, no Rio de Janeiro. A Justiça anunciou a sentença por volta das 23h30, após 10 horas de júri. Os jurados ficaram reunidos por 45 minutos para discutir se o réu era ou não culpado pelas mortes de quatro pacientes internados em estado terminal no hospital onde o ex-auxiliar trabalhava, o Salgado Filho. Por cada morte, ele foi condenado a 19 anos. O julgamento foi presidido pelo juiz Mário Guimarães Neto.
A audiência começou às 13h30, com o interrogatório do réu. O ex-auxiliar de enfermagem negou que tenha matado pacientes do hospital, localizado na zona norte do Rio, e disse que só confessou os crimes porque foi coagido pela polícia e teve medo de morrer.
Em maio do ano passado, Edson foi preso em flagrante depois que uma enfermeira do hospital desconfiou do alto número de mortes nos plantões do auxiliar. Segundo a polícia, ele desligava os aparelhos de respiração e injetava potássio na veia dos pacientes.
Edson está sendo acusado pelo Ministério Público por homicídios triplamente qualificados. As mortes pelas quais ele foi julgado ocorreram em seu último plantão, no dia 7 de maio do ano passado.
Após o depoimento de Edson, foram exibidas reportagens feitas na época dos crimes e, em seguida, ouvidas três testemunhas de acusação e duas de defesa. O promotor Marcelo Rocha Monteiro pediu a condenação de Izidoro, comparando relatórios do hospital que mostravam o aumento do número de mortes nos plantões do auxiliar de enfermagem.
Os advogados de defesa irão recorrer da sentença. Edson Izidoro Guimarães deixou o 3º Tribunal do Júri e retornou para a carceragem da Polinter, onde estava preso e deve permanecer até o julgamento definitivo.