São Paulo, 05 (AE) - O vereador José Izar (PFL) transformou em campanha pública em sua defesa a confirmação de que prestará depoimento à comissão que avalia as denúncias contra ele. Izar discutiu com Miguel Colasuonno (PPB) no corredor que dá acesso ao plenário da Câmara, fazendo questão de salientar, em voz alta e tom ríspido, que ainda não prestou esclarecimentos aos parlamentares por não ter recebido pessoalmente as convocações para as três sessões nas quais era aguardado e às quais faltou. Hoje, ele se comprometeu a depor na segunda-feira pela manhã.
"Não vejo a hora de vir prestar depoimento nessa comissão", repetiu Izar três vezes, sílaba por sílaba. Diante do ímpeto do pefelista e da confusão que se formou no corredor da Casa, Colasuonno, que preside a Comissão Processante, disse não se ter espantado. "Nas circunstâncias, cada um reage de uma maneira". Ele havia convocado os vereadores para duas sessões, nas quais esperava o comparecimento de Izar: uma hoje à tarde e outra na segunda-feira. A existência de duas datas diferentes se deveu à uma confusão de documentos enviados pela comissão a Izar e pelo parlamentar à comissão.
De acordo com Colasuonno, houve uma diferença de 15 minutos entre uma e outra solicitação. Izar acabou tentando utilizar a confusão em seu favor. Ele apresentou um documento assinado por Colasuonno, com data de ontem, onde ele é convocado para depor na segunda-feira. O presidente da comissão, entretanto, não se incomodou. Para ele, o importante é que Izar seja ouvido e que a comissão não deixe margem para que se possa falar sobre cerceamento de defesa. "Estamos no fim da novela", disse. Denúncias - Izar foi acusado, durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos fiscais, de tirar proveito para si e para seu irmão Willians Izar da influência política que mantinha sobre a administração regional da Lapa.

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