IYF e Fundação Abrinq pedem ação do governo na área social
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sexta-feira, 19 de julho de 2002
Paula Puliti<br> Agência Estado 
São Paulo - O engajamento de empresas em projetos sociais conduzidos por organizações não-governamentais (ongs) tem sido bastante grande nos últimos anos. Agora, no entanto, é hora de os governos agirem, pois sem políticas de saúde e educação, o trabalho das ongs não terá resultados globalizados. Essa é a opinião unânime dos membros da International Youth Foundation (IYF), uma ong multinacional com orçamento de US$ 200 milhões baseada nos Estados Unidos e presidida por David Bell, principal executivo do jornal britânico ''Financial Times''. Ele está no Brasil, acompanhado pelos principais diretores da entidade, para participar da reunião anual da IYF fora dos EUA. No Brasil, a IYF é parceira da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança.
Para o diretor presidente da Fundação Abrinq e ex-secretário de Indústria e Comércio do Ministério do Desenvolvimento, Hélio Mattar, diversas ongs têm desenvolvido soluções exemplares para problemas sociais, mas a abrangência dos programas é limitada, até por questões financeiras. Por isso, cabe agora à sociedade mostrar ao governo as soluções e exigir que sejam adotadas em todo o País.
Durante a reunião da IYF em São Paulo, Mattar também apelou para que os consumidores ''tornem o ato de comprar em um ato político.'' Em outras palavras, que dêem preferência a produtos de empresas que tenham responsabilidade social. Um levantamento feito pelo Instituto Ethos mostra que 44% dos consumidores já escolhe marcas engajadas em projetos sociais.
Da Fundação Abrinq, por exemplo, participam cerca de 2 mil empresas. ''É claro que essa participação reverte em benefício da imagem empresarial'', diz Oded Grajew, presidente do Conselho da Abrinq e do Instituto Ethos.


