Moscou, 2 (AE-ANSA) - O chanceler russo, Igor Ivanov, confirmou hoje que Moscou consentiu com o envio de uma missão humanitária temporária da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) ao Cáucaso para verificar as condições dos refugiados chechenos.
A missão - explicou Ivanov, citado pela agência Interfax - visitará os campos de refugiados de Ingushétia e Daguestão (que abrigam dezenas de milhares de refugiados) e também irá à Chechênia, mas apenas aos territórios que estão novamente sob controle das forças federais russas.
O ministro russo, que esteve em Oslo com a secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, observou que esta última recebeu a autorização de Moscou como um passo construtivo.
Por outro lado, Ivanov reafirmou que a Rússia não aceita pressões sobre as operações militares na Chechênia, que considera como resposta legítima aos ataques sofridos nos últimos meses por parte da guerrilha islâmica.
Quatro refugiados chechenos de idade avançada morreram hoje enquanto esperavam a céu aberto na fronteira que separa a Chechênia da Ingushétia, informou o presidente da Ingushétia, Ruslan Aushev, à agência russa Interfax.
Desde o dia 23 de setembro, centenas de civis que fogem dos bombardeios sobre a Chechênia esperam na fronteira da república autônoma russa de Ingushétia, bloqueada por tropas federais, que temem que entre os refugiados se infiltrem guerrilheiros rebeldes.
Segundo testemunhas oculares, ontem havia cerca de 15.000 pessoas formando uma fila de 15 quilômetros para atravessar a fronteira e só 200 puderam fazê-lo durante a breve abertura que desde sábado realizam diariamente os soldados russos para os feridos e algumas mulheres e crianças.
Aushev voltou a criticar as forças federais pela excessiva rigidez nos controles de refugiados e denunciou a violação dos direitos humanos.

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