Itu decreta estado de emergência por falta de água
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terça-feira, 30 de novembro de 1999
Por José Maria Tomazela 
Itu, SP, 30 (AE) - O prefeito de Itu, Leonel Salvador (PMDB), decretou hoje estado de emergência no município em razão da falta de água para atender a população. Os principais rios que abastecem a cidade estão praticamente secos e os 150 mil habitantes vêm enfrentando o racionamento há mais de um mês. O prefeito decidiu decretar a emergência ao ser informado de que os níveis dos reservatórios, de tão baixos, não permitem mais o tratamento eficiente da água. No decreto, ele declara de utilidade pública todos os mananciais e reservatórios da cidade. A Secretaria Municipal de Educação decidiu suspender as aulas nas escolas de educação infantil por falta de condições para preparar a merenda. Nos centros infantis e berçários, só serão atendidas as crianças cujos pais não tiverem alternativa para deixar os filhos. Nos estabelecimentos de ensino fundamental das redes municipal e estadual, cada período de aulas foi reduzido em duas horas.
A prefeitura está garantindo, com caminhões-pipas, o abastecimento de hospitais, postos de saúde e asilos. Mas a falta de água prejudica o comércio e transtorna a vida dos moradores. Na maioria dos bairros, o líquido chega às torneiras apenas algumas horas por noite, às vezes, em quantidade insuficiente para encher a caixa domiciliar. O prefeito admitiu a possibilidade de mandar romper açudes e requisitar poços artesianos particulares para garantir o abastecimento emergencial da população. Segundo ele, a crise é resultante da estiagem que afeta o município desde maio. As represas do Itaim e do Fubaleiro, que respondem por 70% do sistema de abastecimento, estão secando. As chuvas esparsas dos últimos dias não elevaram o nível das águas. O sistema de rodízio, adotado no fim de outubro, já não está sendo suficiente para fazer com que a água chegue a toda população. A prefeitura pediu economia total de água e colocou fiscais para evitar qualquer tipo de desperdício, inclusive com o enchimento de piscinas. A preocupação do prefeito é com o aumento no consumo provocado pelo calor. "Nossa esperança são as chuvas que, infelizmente, estão faltando", disse.


