São Paulo, 2 (AE) - Um grupo de 27 investidores estrangeiros voltados para o mercado imobiliário em países emergentes, reunidos no Emerging Market Fund, está investindo R$ 25 milhões num empreendimento na cidade de São Paulo. Representado pela Hines, uma das maiores incorporadoras dos Estados Unidos, o grupo fechou uma parceria com a Itaúsa Empreendimentos, braço imobiliário do Grupo Itaúsa, que investirá outros R$ 25 milhões para erguer um condomínio comercial de 58 mil m2, o "Panamérica Park".
"Depois da turbulência dos últimos tempos, estamos trazendo, pela primeira vez, um fundo estrangeiro para um investimento imobiliário", disse Roberto Amorim, diretor da Hines.
Constituído em 1997, o Emerging Market Fund já comprometeu 97% dos US$ 410 milhões disponíveis, em projetos na China, América Latina, Leste Europeu e México. O empreendimento com a Itaúsa faz parte desse total. O mesmo grupo já formou um segundo fundo (EMF II), com US$ 436 milhões, para novos empreendimentos e, segundo Amorim, o Brasil é forte candidato para projetos.
A previsão é de que o empreendimento será entregue no final de 2000, com as obras sendo iniciadas no próximo mês de outubro. De imediato, há potenciais interessados para a locação de 45 mil m2, que já iniciaram negociações com a Richard Ellis, que cuida da comercialização.
São empresas multinacionais e brasileiras de primeiro porte, com forte concentração no setor de telecomunicações. Até o fim de 98, deve estar totalmente locado e, em seguida, o todo o empreendimento deverá ser colocado à venda.
Novo conceito - A Itaúsa Empreendimentos era o proprietário original do terreno de 40 mil m2 do "Panamérica Park", localizado na Marginal Pinheiros, em frente ao Hotel Transamérica.
O projeto do empreendimento, do escritório norteamericano KMD e de Alcindo DellAgnese, compreende 12 prédios de escritórios, de até quatro andares. Três, agrupados no conceito high tech", terão depósitos para produtos de alto valor agregado. Todos terão ar-condicionado central, piso elevado, facilidades para telecomunicações e segurança.
O valor de locação do m2 será de R$ 25 e o valor do condomínio (administrado pela Cushman & Wakefield), de R$ 5 por m2. É um preço bem abaixo do cobrado pelo mercado imobiliário. "Trata-se de um novo conceito para o País", disse Amorim, explicando que a Hines "está acostumada a oferecer racionalização na construção, localização privilegiada sem um alto custo de terreno e flexibilidade com eficiência". Assim, o gerenciamento do projeto e da construção serão da Hines.

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