São Paulo, 10 (AE) - O Banco Itaú concluiu hoje mais uma captação de recursos no mercado internacional. A segunda em menos de mês. A emissão de US$ 100 milhões em bônus foi realizada por um prazo de 18 meses. "É a primeira emissão privada realizada por um período superior a um ano desde a crise russa", disse o vice-presidente do Itaú responsável pela área Internacional, Adalberto Dias Barrettos.
De acordo com o executivo, além do fato de haver investidores interessados em aplicar por um prazo maior, assegurando a liquidez do papel (condições de negociação no mercado secundário), a operação foi feita sem opções intermediárias, isso significa que o investidor vai ficar com o papel até o vencimento. É comum nas emissões de médio e longo prazo as opções de "puts" e "calls" pelas quais os investidores podem se desfazer das aplicações antes do vencimento.
Na primeira emissão internacional feita pelo Itaú e concluída no dia 14 de abril, o banco chegou a lançar US$ 150 milhões no mercado, com um cupom de 10,5% ao ano e taxa de retorno de 10,70% ao ano. Na emissão concluída hoje o cupom ficou em 10% ao ano e a taxa de retorno de 10,25% ao ano.
De acordo com Barrettos, esses números refletem a melhora das condições do Brasil no mercado internacional, com impacto nas emissões feitas em nome do próprio Banco". O executivo ressaltou que, na operação anterior, a demanda pelos papéis havia sido superior à oferta incial do Itaú.
O banco tencionava emitir US$ 100 milhões, valor que subiu para US$ 150 milhões. "Não ampliamos mais porque nosso objetivo era aumentar o prazo da operação, o que conseguimos ontem", disse.
A operação foi feita por meio da subsidiária do Itaú em Grand Cayman e parte dos recursos será trazida para o Brasil para empréstimos permitidos pela Resolução 63 ou para aplicação em títulos cambiais.
O papel foi distibuído a investidores institucionais da Europa, ásia, América latina e Caribe e a operação coordenada pelo banco ABN Amro.

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