São Paulo, 8 (AE)- Pesquisa inédita sobre a imagem do Brasil nos Estados Unidos está próxima a ser concluída e deve ser divulgada, no máximo, no final deste mês. Contratada por meio de uma licitação do Itamaraty, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Universidade de Chicago está levantando informações sobre a percepção dos grupos de interesse - instituições financeiras, grandes corporações empresariais, universidades, empresários, executivos e políticos - em relação ao Brasil.
A pesquisa de campo, que começou em agosto do ano passado, está praticamente concluída e os resultados preliminares devem ser apresentados em Washington no final deste mês. A divulgação definitiva será feita no Itamararty, em Brasília, no início de março. "Essa pesquisa, com dimensões tão amplas, terá uma base científica que permitirá, de vez, difundir e divulgar o Brasil no Estados Unidos", disse à Agência Estado o embaixador Rubens Barbosa, por telefone de Washington.
De acordo com ele, é a primeira vez que o Brasil encomenda um estudo semelhante e com essas dimensões para mensurar a imagem do País no Exterior. "Embora a pesquisa tenha também a opinião do público norte-americano em geral, que hoje é até folclórica, o que importa mesmo é a percepção dos fatores econômicos, intelectuais e políticos para as relações bilaterais", disse Barbosa.
O embaixador explicou que a pesquisa virá acompanhada de uma série de recomendações, que, depois, serão implementadas pelo governo brasileiro. "Embora o resultado desse levantamento não esteja pronto e as recomendações ainda pendentes, a Embaixada já está realizando uma série de ações na direção de deixar o Brasil mais evidente", disse o embaixador.
Este mês, antecipou Barbosa, "estaremos inaugurando um centro de estudos e informações sobre o Brasil na Georgetown University, em Washington". Centros semelhantes que permitirão a difusão e divulgação de todos os aspectos da história do Brasil devem ser criados também na Universide de Columbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia (UCLA). De acordo com
Barbosa, a criação desses centros tem participação importante do setor privado.

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