Itamaraty incentiva negros a ingressar na diplomacia
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terça-feira, 13 de maio de 2003
Agência Estado 
Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu hoje o aumento do número de negros nos quadros da diplomacia, de modo que o Itamaraty possa representar ''efetivamente'' a sociedade brasileira. Dos 997 diplomatas, menos de dez se declaram negros.
No lançamento do Programa de Ação Afirmativa do ministério, que concede bolsas de estudos a candidatos negros ao concurso para ingressar na carreira diplomática, o chanceler recordou ter se envergonhado ao participar de discussões sobre a discriminação racial na Organização das Nações Unidas (ONU). Não contava com um único diplomata afro-descendente em sua equipe.
''Não há razões para se crer que há excelência somente entre brancos'', afirmou o chanceler. ''As distorções na sociedade brasileira são tão grandes que nem sei se esse programa de bolsas conseguirá aumentar a participação de negros na diplomacia brasileira.'' Em princípio, ele compensa deficiências na formação educacional e dá condições de maior igualdade no exame. Durante a cerimônia, Amorim assinou o ato de abertura das inscrições para a seleção dos bolsistas que farão o concurso de 2004.


