Itamar recua no corte de benefícios dos servidores
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terça-feira, 08 de junho de 1999
Por Ivana Moreira 
Belo Horizonte, 09 (AE) - Após encontro com líderes do funcionalismo público, o governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), recuou hoje na sua intenção de cortar benefícios da categoria para promover o ajuste fiscal no Estado. Medidas do pacote de ajuste foram derrubadas - entre elas, o fim do pagamento das férias-prêmio em dinheiro e a extinção da conta reserva dos funcionários da fiscalização. Itamar também garantiu aos servidores que não haverá demissão.
A folha de pagamento do funcionalismo mineiro consome 77,11% da receita bruta do Estado. O déficit no caixa do governo está em torno de R$ 90 milhões mensais. Nos cálculos da Secretaria da Fazenda, o pacote de ajuste fiscal deveria resultar numa economia de cerca de R$ 62 milhões. No entanto, com o recuo em algumas medidas, a margem de ajuste deverá ficar bem abaixo da estimativa inicial.
"Saímos vitoriosos da reunião", comemorou o presidente da Coordenação Sindical do Funcionalismo Público, Renato Barros. "O governador recuou nas questões de interesse dos servidores." Entre as medidas de ajuste mantidas pelo governador estão o corte de 25% dos serviços terceirizados e o fim do teto de contribuição previdenciária limitado a 20 salários mínimos - o que afeta diretamente funcionários do Judiciário e do Legislativo.
Durante a reunião, Itamar Franco afirmou que não tem como conceder o reajuste salarial de 27,47% pedido pela categoria, mas se comprometeu a estabelecer a recomposição salarial por meio de um plano de carreira que entrará em vigor a médio prazo. Segundo o presidente da Coordenação Sindical, o estado de greve, que havia sido aprovado há duas semanas, foi suspenso depois do encontro com o governador.


