Itamar diz que governo federal ajuda bancos, mas não os Estados
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Por Ivana Moreira 
Belo Horizonte, 12 (AE) - O governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), reclamou hoje do pacote de ajuda aos Estados anunciado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso na semana passada. "Mais tarde os governadores terão de pagar com juros", disse. Segundo ele, o governo "pode dar R$ 50 milhões (a dois bancos) porque havia um problema sistêmico - numa referência ao socorro do BC aos bancos Marka e FonteCindam - e não pode ajudar um Estado". Para Itamar, o governo federal está bombardeando com "as bombas que a Otan está usando na Iugoslávia". Temos que correr para os nossos abrigos", disse.
Contrário à privatização do setor energético, o governador de Minas avisou que fará tudo o que puder para impedir na Justiça a venda de Furnas por parte da União. Se não for possível vencer na Justiça, Itamar colocará a companhia energética Cemig no leilão e lutará para que o controle fique nas mãos do Estado de Minas, onde está localizado a maior parte da estrutura de Furnas. A participação da estatal mineira no leilão não é possível, de acordo com as regras da privatização.
Itamar admitiu que as possibilidades de entendimento entre o governo de Minas e o Palácio do Planalto são remotas porque ele é um dos críticos da política "desastrosa" do governo federal. O governador reafirmou sua intenção de fazer palestras sobre a situação do País no exterior, mas avisou que está adiado o "road show" previsto para o próximo mês. Ele havia anunciado que tiraria uma licença a partir do dia 1º de junho para viajar, atendendo a convites para palestras. Holanda, Itália e Estados Unidos eram países confirmados na turnê. A viagem deverá ser remarcada, segundo ele, depois que questões internas do Estado - como o pagamento do 13º salário atrasado - estiverem resolvidas.


