Itamar diz que FHC é o menos indicado para falar em lealdade
Itamar diz que FHC é o menos indicado para falar em lealdade7/Mar, 19:01 Por Evaldo Magalhães Belo Horizonte, 07 (AE) - O governador de Minas Gerais, Itamar Franco (sem partido), que, desde sábado (04), está nos Estados Unidos, onde realiza palestras, divulgou nota respondendo a entrevista concedida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à revista "Época". Na entrevista, Fernando Henrique lista como os principais "desafetos" Itamar e ainda os ex-governadores do Ceará Ciro Gomes e do Rio Leonel Brizola. Na nota, publicada hoje pelo jornal "O Tempo", da capital mineira, Itamar diz que o presidente "é a pessoa menos indicada para falar em lealdade". "Dele (Fernando Henrique), recebi o tratamento que todos conhecem no espetáculo fascista que foi a convenção de março de 1998, do PMDB", afirma o governador. Itamar referia-se às vaias de que foi alvo, segundo ele articuladas pelo presidente, no encontro de peemedebistas de dois anos atrás, no qual o partido poderia ter definido candidatura própria à eleição ao Planalto. "Fraco, temia enfrentar-me nas urnas; hoje é igual, não tem como justificar perante a nação sua política impatriótica e, sobretudo, a quebra da soberania nacional", afirma o governador. Itamar prossegue, radicalizando ainda mais as críticas: "Por isso, pusilanimemente, pretende desqualificar no plano pessoal todos que lhe fazem oposição. Ele é a pessoa menos indicada para falar em lealdade", conclui. Itamar deve ficar nos Estados Unidos até a metade de março. O objetivo da viagem é cumprir mais uma etapa do que o governador chamou de "roadshow" - uma espécie de peregrinação pelo Brasil e exterior, na qual faz críticas à política econômica do governo federal e expôe as idéias sobre Minas Gerais e o País. A intenção de fazer esse tour mundial foi anunciada em abril, menos de quatro meses após a decretação da moratória estadual. Desde então, o governador esteve na Europa e em alguns Estados. Desta vez, a comitiva de Itamar tem 14 pessoas. Entre elas, estão o consultor econômico Alexandre Dupeyrat, ex-secretário da Fazenda e considerado o autor intelectual da recém-extinta moratória mineira, a ajudante-de-ordens de Itamar, a tenente da Polícia Militar Kênia Prates - que foi apontada como "namorada" do governador, mas negou tudo -, e a ex-namorada dele, June Drummond, e a filha Georgiana, que moram nos EUA. A Assessoria de Itamar garante que as despesas da viagem estão sendo pagas do próprio bolso pelo governador e pelas entidades que o convidaram. Entre os compromissos agendados, estão palestras em Washington, na Universidade John Hopkins - o evento aconteceria hoje -, e em Nova York. Lá, o governador fala, quinta-feira (09) a associados da American Society e do Conselho das Américas, mesmo público que ouviu, em 1999, do presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, que era desaconselhável fazer investimentos em Minas Gerais. Para o governador, a palestra será uma oportunidade de desmentir Fraga. Itamar também tem econtro marcado com executivos da empresa de consultoria Merrill Linch.





