France Presse
De Roma
Para muitos italianos é difícil viver longe da ‘‘mamma’’, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Istat), que calculou que 42,9% dos casais com menos de 65 anos vivem a menos de um quilômetro de distância da casa da mãe.
Segundo a pesquisa feita pela Istat, 21,8% dos casais italianos vivem no mesmo bairro da mãe, enquanto 70,2% dos que se afastam da mãe telefonam para ela todos os dias.
A Istat revelou que 3,9% dos casais convivem com a ‘‘mamma’’ na mesma casa, enquanto 11,3% residem no mesmo edifício. 77,3% dos casais que não vivem com a mãe a visitam pelo menos uma vez por semana.
A pesquisa mostra que 71,5% dos jovens, entre 18 e 29 anos e que não se casaram, vivem com os pais, segundo os estudos do Istat dedicados à situação da família na Itália.
‘‘Numerosos italianos adultos não conseguem se separar de seus pais do ponto de vista afetivo’’, explicou o psicólogo Maurizio Andolfi. Ele lembrou que em italiano existe a palavra ‘‘mammismo’’ para descrever o apego excessivo à mãe, sobretudo pelos filhos.
‘‘Quando um casal se separa, quase sempre o homem regressa à casa da mãe’’, afirma o psicólogo. ‘‘Muitos casais se separam porque o homem não consegue diferenciar a esposa da mãe’’, acrescentou Andolfi, diretor da Academia de Psicoterapia da Família da Universidade de Roma.
‘‘É um fenômeno que não mudará tão rapidamente’’, disse Andolfi, advertindo que esse apego não é tão negativo: ‘‘A família na Itália é um recurso que não morre’’.

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