Italiano sugere cadeias nas florestas
Curitiba - A brutalidade do crime organizado no Brasil atualmente é semelhante com a situação vivida pela Itália 20 anos atrás, de acordo com o ex-senador italiano Pino Arlacchi. Ele se referiu às mortes de dois juízes brasileiros, um de São Paulo e outro do Espírito Santo, ocorridas nos últimos 15 dias por mando de grupos criminosos.
As primeiras mortes de representantes da Justiça italiana, a mando da Máfia, aconteceram em 1979 e 1980, mas não obtiveram a atenção da opinião pública, relatou Arlacchi. ''Mas em 1992, quando o juiz Giovanni Falcone foi assassinado, a Itália e o mundo todo falou por meses do problema'', relatou. A partir dessa data, nenhum crime semelhante ocorreu na Itália, segundo ele.
Três semanas após a morte de Falcone, todos os principais chefes da Máfia italiana foram presos e confinados em prisões especiais em ilhas remotas da Itália, contou Arlacchi. Ele sugeriu que o Brasil tome medida semelhante e prenda os criminosos dentro de florestas, por exemplo. ''Isso pode ser feito respeitando os direitos dos acusados'', garantiu.
Arlacchi é especialista no combate ao crime organizado. Ele foi consultor da comissão parlamentar que investigou a máfia italiana e até o ano passado ocupava o cargo de subsecretário das Nações Unidas.





