Itália inicia combate à "mira laser"
Roma, 11 (AE-ANSA)- Dirigentes italianos estudam medidas para coibir o uso da "mira laser" nos estádios de futebol - prática que se transformou na mais nova mania dos "tiffosi". Com um pequeno bastão que emite raios laser, torcedores tentam molestar os jogadores rivais, como ocorreu na última quarta-feira com Ronaldinho, na partida em que a Internazionale foi derrotada pelo Parma pelas semifinais da Copa da Itália. O raio é dirigido, preferencialmente, contra os olhos do atleta. Um dos alvos preferidos é o goleiro, jogador que se movimenta menos que os demais.
"Isso é um ato de violência, quase igual atirar moedas ou pedras. É preciso estudar medidas de combate á essa prática"
disse Sergio Gonella, presidente da Associação Italiana de árbitros. O goleiro da Inter, Gianluca Pagliuca já havia reclamado do laser, usado em geral em conferências ou por professores em salas de aula. "A próxima vez que me acontecer isso, vou interromper o jogo e denunciar ao árbitro", disse ele.
o objeto, cujo venda está proibida, começou a ser usado para este fim, nas quadras de basquete. Torcedores apontavam o raio para os olhos de jogadores rivais que se preparavam para arremessos de lances livres. Em alguns casos, quando exposto por muito tempo, o laser pode provocar sérios danos à retina.





