Itália deve investir mais de US$ 5 bilhões12/Mar, 18:39 Por Assimina Vlahou, especial para a AE Roma, 12 (AE) - A Itália quer investir mais no Brasil e superar os US$ 5 bilhões anuais do intercâmbio comercial entre os dois países. Em três anos, de 1996 a 1998, os investimentos italianos no País cresceram quase seis vezes, passando de menos de US$ 100 milhões para US$ 600 milhões, com uma leve queda em 1999 devido à crise. Atualmente, 10.000 empresas italianas exportam para o Brasil, enquanto pouco mais da metade fazem o caminho inverso: 5.500. "Esses números podem crescer muito", prevê o ministro do Comércio Exterior da Itália, Piero Fassino, que vem ao Brasil para uma missão diplomático-econômica que prepara a visita oficial do presidente da República, Carlo Azeglio Ciampi, em maio. Acalentada pelo dados otimistas de uma retomada da economia brasileira antecipada, a delegação italiana chega com intenção de fechar acordos e definir iniciativas. "Segundo as previsões, a aceleração da economia deveria acontecer na segunda metade do ano", disse Fassino. "Mas a mudança da conjuntura econômica brasileira e internacional ficou clara em janeiro e nós não podemos perder a oportunidade." Fassino será acompanhado por uma vasta delegação de funcionários do ministério, representantes de institutos governamentais como o Instituto do Comércio Exterior (ICE), Instituto de Seguro ao Crédito (Sace) e principalmente um grande grupo de operadores econômico. O objetivo da delegação é aumentar o fluxo de relações comerciais não apenas das grandes empresas italianas já presentes no país, mas incentivar as pequenas e médias empresas, cuja presença, no Brasil, aumentou 20% nos últimos três anos. O ministro elencou os setores de maior interesse para os novos investimentos dos operadores italianos: infra-estrutura, bancário e financeiro, industrial, telecomunicações e turismo. "Queremos dar um salto de qualidade." Em São Paulo, o ministro participa de um seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Deve assinar, ainda, dois acordos: um entre o ICE e a Fundação Getúlio Vargas para formação de pesquisadores brasileiros e outro entre o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e um grupo de industriais da região da Lombardia. Em Minas Gerais, também serão assinados dois acordos no campo do turismo e, em Brasília, Fassino encontra o ministro do Exterior, Luiz Felipe Lampreia. Ao ministro Lampreia ele vai confirmar a posição italiana a respeito das negociações entre União Européia e Mercosul. "Nós continuamos defendendo maior abertura do mercado europeu aos países latino-americanos em relação às exportações, principalmente dos produtos agrícolas", declarou.