Itaipu proíbe uso de margens
A administração da Itaipu Binacional está alertando os atuais e futuros proprietários de terrenos localizados às margens do Lago de Itaipu sobre vendas irregulares na região. O Setor de Planejamento Regional da Itaipu está preocupado com alguns anúncios de imobiliárias de Foz do Iguaçu que estão oferecendo terrenos nas proximidades do lago e induzem o comprador a acreditar que a compra da área dá o direito de usufruir também das margens do lago.
A empresa esclarece que a compra de um terreno na região do lago não dá direito ao comprador de se utilizar da margem do reservatório como área de acesso privado. A preocupação da Itaipu é com a conservação da Área de Preservação Permanente das margens do lago.
Segundo informações da empresa, a formação de praiais artificiais particulares ou ainda a utilização da área de preservação para pesca, caça e desmatamento são rigorosamente proibidas e as desobediências podem resultar em multas e até prisão, conforme a nova Lei Ambiental. Anúncios que oferecem o lago como atrativo para venda de chácaras e terrenos constituem-se em propaganda enganosa, diz um comunicado da Itaipu.
A faixa da margem que deve permanecer intocada é delimitada por uma linha onde foram colocados marcos topográficos indicando que até 100 metros da cota 225, que significa 2,25 metros acima do nível do mar, a área não pode ser usufruída. Um reflorestamento feito pela Itaipu no local, uma espécie de cerca viva, delimita a área.
As margens do Lago de Itaipu, as chamadas faixas de proteção, estão divididas em quatro categorias. A área intangível, por onde o acesso só é permitido para fins científicos; a área de recuperação ambiental, que pode ser usada como caminho para se chegar ao lago, desde que a usina autorize; a área de uso restrito, onde só podem ser criados parques ecológicos ou centro de interesse público e ainda a área de uso intensivo, destinada ao turismo, lazer e exploração econômica. Em nenhuma dessas áreas são permitidas atividades que danifiquem o meio ambiente, assim como nenhuma propriedade pode ter acesso exclusivo ao lago.Ney de SouzaSomente são permitidas pela empresa
estruturas públicas para lazer e práticas esportivasEdna Mendes





