Itaipu Binacional define em 90 dias qual consóricio fornecerá turbinas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 19 (AE) - A Itaipu Binacional deverá definir em 90 dias qual dos dois consórcios escolhidos, o Itaipu Eletromecânico ou o formado pela General Electric do Canadá e a Inepar, fornecerá as duas últimas turbinas para serem instaladas na barragem da empresa, com 700 megawatts de potência cada uma. A concorrência é estimada em cerca de US$ 300 milhões e será inteiramente financiada pelo consórcio vencedor.
Esta concorrência não seria necessária, pois, no acordo inicial da instalação de Itaipu, o Consórcio Itaipu Eletromecânico, formado por grandes companhias instaladas no País, como a Siemens, Asea Brown Boveri, Bardella e outras, teria o direito de fabricar mais duas turbinas completas para a hidrelétrica multinacional.
Acontece que, há dois anos, a Itaipu Binacional decidiu por uma nova concorrência, sob a alegação de que isto daria maior transparência ao processo. De lá para cá, o processo vem caminhando lentamente, mesmo com as tentativas do governo brasileiro em acelerá-lo. O responsável agora pelo aceleramento da concorrência é o ministro de Minas e Energia, Rodolfo Tourinho Neto, alegando a necessidade de mais energia para o País.
O custo para a instalação de mais duas turbinas e dos geradores delas é baixo, levando-se em consideração a relação custo/benefício. Cada turbina tem a capacidade de gerar 700 megawatts, as duas juntas, 1.400 megawatts, o que equivalente a uma hidrelétrica de médio para grande porte. O que se comenta no setor elétrico é que instalar uma hidrelétrica com 1.400 megawatts de potência por US$ 300 milhões é um custo muito barato.
O Consórcio Itaipu Eletromecânico (Ciem) leva uma vantagem sobre o Consórcio formado pela Inepar/General Electric do Canadá, que é o fato de ter todos os projetos para a fabricação dos equipamentos. Mas, como os dois passaram pela análise técnica de Itaipu, o principal será mesmo a proposta financeira.


