Curitiba, 17 (AE) - A Itaipu Binacional, entidade formada pelos governos brasileiro e paraguaio para a construção da maior usina hidrelétrica do mundo, e posterior produção e venda de energia elétrica, completou hoje 25 anos de existência. Responsável por garantir 25% do consumo de energia no Brasil e por 89% do consumo paraguaio, a Itaipu tem perspectivas de, no primeiro trimestre de 2001, chegar à produção de 1 trilhão de quilowatts/hora (kWh)de energia.
A criação de Itaipu foi resultado de negociações entre Brasil e Paraguai, iniciadas na década de 60. Mas a entidade só foi formalizada pelos dois governos em 17 de maio de 1974, após análises criteriosas do Tratado de Itaipu, instrumento legal para o aproveitamento hidrelétrico do Rio Paraná, que banha os dois países.
A construção da barragem começou em 17 de novembro de 74 e a entrada das unidades geradoras em operação comercial aconteceu em 5 de maio de 1984.
A produção de Itaipu, que no ano passado foi de 87,9 bilhões de kWh, dificilmente poderá ser ultrapassada por outra hidrelétrica. A Usina de Três Gargantas, que está sendo construída na China, embora tenha potência projetada de 18 milhões de kW, contra 12,6 milhões de kW de Itaipu, terá produção menor que a hidrelétrica brasileiro-paraguaia, principalmente em razão das condições hidrológicas.
"Itaipu é um símbolo da grandeza do País e é um monumento a todos os desafios que foram vencidos aqui", disse o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho.
Quarta-feira, a Itaipu lança, na sede em Curitiba, o livro "Itaipu, a Luz", escrito pelo jornalista paranaense Nilson Monteiro. Ele conta em 130 páginas, com cerca de 100 fotos, a história da hidrelétrica desde as negociações da década de 60. Mas o que chama mais a atenção é a história da construção da barragem que, no auge, teve aproximadamente 45 mil pessoas trabalhando noite e dia.
O imenso lago, com 1.350 quilômetros quadrados, foi formado em apenas 14 dias. Ele é uma das atrações que levaram mais de 10 milhões de pessoas de 164 países a visitarem a usina desde 1977.
Com a formação do lago, 15 municípios paranaenses perderam parte de sua área agricultável, o que leva a Itaipu a pagar royalties mensalmente, desde 1991. Nesse período, foram repassados aproximadamente US$ 900 milhões em royalties.

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