'Isso é safadeza', diz governador
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Diogo Cavazotti e<BR>Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião disse, ontem de manhã em Londrina, que colocará todos os policiais envolvidos nos protestos ''na rua''. ''Será prisão e depois rua'', ameaçou ele, referindo-se à possível demissão dos policiais. ''Isso é safadeza política, vou tratar com firmeza'', insistiu, acrescentando que implementou um plano de cargos e salários inédito para a categoria. ''Estou fazendo uma revolução na estrutura salarial da polícia.''
Requião se referiu aos policiais militares de Curitiba e Região Metropolitana, que deixaram de atender ocorrências anteontem à noite. Eles protestaram contra projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa, que estabelece gratificações permanentes no valor do salário da categoria. Reuniões foram realizadas durante o dia de ontem para apontar possíveis participantes e pessoas que incentivaram a manifestação. Segundo o comandante geral da PM, coronel Luiz Rodrigo Carstens, serão investigadas as condutas individuais para ver as medidas que devem ser tomadas.
O coronel afirmou que a confusão foi criada em decorrência da falta de comunicação sobre à categoria. ''Alguns policiais receberam uma informação desajustada sobre o anteprojeto de lei, que é muito bom e traz um resgate histórico dos nossos salários'', acrescentou o major Everon Cesar Puchetti Ferreira, chefe da Comunicação da PM.
Os soldados teriam se agrupado em dois batalhões, o 13º e o 17º, e utilizado a frequência de rádio da PM para organizar a paralisação. O contato por rádio entre os policiais também foi afetado e sofreu interferências externas. ''Em algumas ocasiões a comunicação teve que ser feita por telefone'', disse.
Das quatro fases de implantação do projeto, a primeira está prevista para ocorrer no mês que vem, quando o salário do policial de primeira classe terá incorporado as quatro gratificações fixas vigentes e subirá para R$ 1.873,74.


