Jerusalém, 25 (AE-ANSA) - Dois em cada três israelenses, segundo indicam pesquisas, acreditam que será um fracasso a reunião de amanhã (26) em Genebra entre o presidente americano, Bill Clinton, e seu colega sírio, Hafez el-Assad. Clinton tentará convencer Assad a retomar as negociações de paz com Israel, suspensas desde 10 de janeiro.
Ao mesmo tempo, israelenses reagiram com irritação à atitude de Assad, que teria a vontade de humilhar Israel. "Israel não é um país que se arrastará para conseguir a paz a qualquer custo", afirmou o chanceler israelense, David Levy.
O chanceler pediu sérias garantias diplomáticas e de segurança em troca da devolução das Colinas de Golan, capturadas por Israel da Síria em 1967.
Amoz Oz, um dos maiores escritores israelenses, pacifista e nacionalista, depois de criticar a atitude de Assad, afirmou que votaria "não" num referendo sobre a restituição total dos Golan.