Israelenses e palestinos se culpam mutuamente por não cumprimento de prazo de acordo
Jerusalém, 13 (AE-AP) - Israelenses e palestinos não conseguiram cumprir o prazo estabelecido para este domingo (13) para elaborar o esboço de um acordo de paz, culpando-se mutuamente pelo fracasso e acusando-se de ter negociado de má fé.
Os negociadores deveriam ter concluído hoje as diretrizes de um acordo que garantirá finalmente uma coexistência pacífica. Mas as conversações se estancaram na semana passada, quando o líder palestino Yasser Arafat se retirou de uma reunião com o primeiro-ministro israelense Ehud Barak.
Arafat irritou-se pela insistência de Israel no atraso de uma terceira e última retirada de tropas da Cisjordânia, contemplada em um acordo interino.
O chefe da equipe negociadora israelense, Oded Eran, culpou os palestinos pelo abandono das negociações.
O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que Israel não se esforçou para cumprir o prazo de 13 de fevereiro. Os palestinos disseram esperar agora se concentrarem no objetivo principal, um acordo definitivo de paz para 13 de setembro.
As questões mais espinhosas continuam sendo deixadas para as conversações sobre o status final da Palestina: o destino dos colonos judeus, os refugiados palestinos, o futuro de Jerusalém, as fronteiras finais e a divisão das águas.
Eran disse que Israel oferecia aos palestinos uma de suas principais exigências: um bloco de terras contíguas da Cisjordênia. Ele disse ser inevitável que Israel tivesse de ceder alguns assentamentos judeus nesses locais.





