Jerusalém, 06 (AE-AP) - Declarando que o combate ao terrorismo é uma tarefa comum, Israel e palestinos expressaram hoje (06) esperança de que os dois atentados com carro-bomba ocorridos no domingo não conseguirão tirar dos trilhos o recém-retomado processo de paz.
A polícia informou que cinco pessoas foram detidas em conexão com os ataques promovidos nas cidades nortistas israelenses de Haifa e Tiberias . Autoridades mantêm um pesado véu de segredo sobre as identidades dos detidos - assim como dos três homens mortos, aparentemente os terroristas.
Nas vilas nortistas israelenses de Daburiya e Mashad, velórios foram realizados para os três homens que segundo parentes foram mortos nos atentados. Forças de segurança disseram que amostras de DNA foram retiradas de parentes dos três - um procedimento que já foi usado no passado para ajudar a identificar os restos desmembrados, carbonizados, dos terroristas.
Se os atacantes forem homens de Daburiya, terá sido a segunda vez em oito dias que árabes-israelenses se envolvem em ataques terroristas. Na semana passada, um árabe-israelense matou a facadas um casal israelense, dizendo que queria matar judeus.
Os dois incidentes levantaram preocupações entre judeus israelenses que procuram nervosamente por qualquer sinal que indiquem que os um milhão de árabes do país irão se voltar contra o Estado e passarão a se identificar com seus pares palestinos na Cisjordânia e Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, tem dito que irá suspender o processo de paz em resposta a ataques terroristas, mas é improvável que tome tal atitude em relação aos ataques de domingo. Nenhum transeunte foi morto, e se os atacantes forem mesmo árabes- israelenses, Barak não poderá jogar a culpa na Autoridade Palestina.
"Se na verdade as investigações revelarem que desta vez os terroristas são locais, Israel terá de fazer o que tem muitas vezes prometido - aperfeiçoar sua luta contra o terrorismo", escreveu num comentário o jornal liberal Haaretz.
As bombas explodiram poucas horas depois da festiva assinatura de um novo acordo de troca de territórios da Cisjordânia por segurança, que também traça o rumo para um acordo permanente até setembro de 2000. A assinatura foi amplamente vista como a abertura de um novo capítulo nas relações entre israelenses e palestinos, depois de três anos de impasse durante o governo do predecessor direitista de Barak, Benjamin Netanyahu.
O líder palestino Yasser Arafat reagiu rapidamente, ligando para Barak e condenando os atentados. "Ataques terroristas têm de ser combatidos", disse Arafat depois de um encontro hoje com o ministro da Justiça israelense, Yossi Beilin.
Nenhum grupo assumiu ainda responsabilidade pelos atentados.

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