Erez, Faixa de Gaza, 13 (AE-AP) - Exatamente seis anos depois do aperto de mão na Casa Branca entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, israelenses e palestinos realizaram hoje (13) conversações sobre um acordo final, um processo visto por muitos como a última chance para a paz no Oriente Médio.
A cerimônia, na Faixa de Gaza, ocorreu depois de duas tentativas fracassadas de conversações, em maio de 1996 e novembro de 1998. A atmosfera amigável da abertura foi selada com um aperto de mão sorridente entre o ministro do Exterior israelense, David Levy, e Mahmoud Abbas, o representante de Yasser Arafat.
Questões sensíveis como o Estado palestino, as propriedades de refugiados e o status de Jerusalém serão tratadas a partir dos diferentes pontos de vistas históricos de cada povo.
"Este acordo porá um fim, Deus nos ouça!, a 100 anos de um conflito que causou grande sofrimento tanto para israelenses como para palestinos", disse Levy durante uma entrevista coletiva conjunta com Abbas. "Ninguém entre nós tem ilusões. Nós enfrentamos uma tarefa difícil", continuou Levy. "O status de acordo permanente é o passo final no caminho da paz, mas é o mais difícil deles".
Por sua parte, Abbas afirmou: "Não podemos mais perder tempo
muitos anos preciosos foram perdidos". "O passado foi marcado pela negação", disse ele. "Deixemos que o futuro seja baseado no reconhecimento mútuo de autodeterminação. É tempo para sentir. É tempo para reconstruir. É tempo de paz (...)".
Dennis Ross, o enviado norte-americano para o Oriente Médio, considerou que a tarefa à frente será dura, mas realista. "Com o tipo certo de espírito, com o tipo certo de determinação (...) acredito que as partes não estão sendo muito ambiciosas", disse ele.
Dentro de cinco meses, exatamente em 15 de fevereiro de 2000, os negociadores deverão apresentar os esboços de um acordo final
que conduzirá a um acordo permanente sobre as fronteiras da entidade palestina, o status de Jerusalém, o destino de refugiados palestinos e o futuro de determinações judaicas na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Um acordo total deverá ser alcançado em setembro do ano que vem.

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