Israelense é presa com 600 micropontos de LSD em SP; foi a maior apreensão do ano
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 26 (AE) - A israelense Alexandra Braier, de 23 anos, moradora em Tel-Aviv, foi presa na tarde de hoje na esquina da Avenida Rebouças com a Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, com 600 micropontos de LSD, na maior apreensão desse tipo de droga do ano em São Paulo. Policiais do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) tinham informações da venda do ácido pelos ocupantes de um picape Saveiro. Quando os investigadores se aproximaram, a Saveiro, ocupada por um casal, saiu em velocidade.
Alexandra efetuava a compra e ficou com os 600 micropontos, que não chegou a pagar. Ela estava acompanhada de uma taróloga, cujo nome a polícia não divulgou. "A testemunha acompanhou Alexandra ao encontro dos vendedores e ficou fora do flagrante porque no decorrer da apuração comprovamos que ela não vende nem faz uso do LSD", explicou o delegado Fábio Dalmás.
Denúncia - Lotado na Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), do Denarc, Dalmás recebeu na manhã de hoje o telefonema de um homem informando o encontro da israelense com os vendedores de LSD em Pinheiros. O informante disse também que os traficantes fazem parte de um grupo responsáveis pela venda de ácido e ecstasy para os frequentadores dos bailes rave na capital.
Os bailes rave começam às 3 horas e terminam no fim da tarde. Os micropontos e o ecstasy são vendidos, segundo a polícia, em danceterias dos Jardins e zonas sul e oeste. O esquema foi montado para a prisão. "Mas o casal percebeu a chegada dos policiais e saiu em velocidade", explicou o delegado. Rio - A taróloga contou ao delegado ter conhecido a isrealense numa festa no Rio de Janeiro. Pelo registro do passaporte apreendido pela polícia, Alexandra chegou ao Brasil no dia 3 de setembro, como turista. No fim de semana, ela desembarcou em São Paulo. Ficou hospedada na casa da taróloga, nos Jardins. Ela iria pagar de R$ 30,00 a R$ 50,00 por microponto de LSD. Ao ser ouvida, Alexandra alegou que não fala português e foi preciso a polícia encontrar um intérprete.
Pouco depois da prisão, três advogados se apresentaram no Denarc para defendê-la. O delegado achou estranho tamanho interesse pela israelense. "Suas amizades devem ser influentes para uma pessoa que não sabe falar português, está desde o dia 3 de setembro no Brasil e morando de favor na casa de uma pessoa que conheceu há poucos dias", adiantou Dalmás.


