Israel vai transferir em breve mais 5% da Cisjordânia, diz Levy
Jerusalém, 22 (AE-AP) - O chanceler israelense, David Levy, disse hoje (22) que Israel deve transferir mais 5% da Cisjordânia ao governo palestino nos próximos dias.
Em entrevista à Rádio Israel, Levy disse que não foi alterado o mapa de retirada decidido pelo governo israelense em novembro, o qual a Autoridade Palestina (AP) queria modificar para obter territórios "qualitativamente melhores".
Levy também disse que o encontro secreto mantido na terça-feira à noite entre o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o líder palestino, Yasser Arafat permitiu o "restabelecimento da confiança e a colaboração duradoura entre ambas as partes".
Barak tentou tranquilizar Arafat durante a reunião na cidade autônoma de Ramallah, a primeira realizada por um líder israelense no território palestino na Cisjordânia, alegando que as negociações com a Síria não prejudicarão as que Israel mantém com os Palestines.
O primeiro-ministro também contou a Arafat detalhes da reunião que manteve na semana passada em Washington com o chanceler sírio, Faruk al-Shara. Os líderes israelenses e sírios deverão prosseguir com as negociações no dia 3 em Shepherdstown, perto de Washington.
Barak e Arafat também debateram formas de acelerar as negociações palestino-israelenses sobre o estatuto permanente da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, que deverão levar a um acordo, em fevereiro, e em um tratado definitivo de paz em setembro.
Essa retirada de 5% da Cisjordânia, prevista no acordo de Sharm el-Sheik de setembro, já deveria ter sido concluída em novembro, dois meses depois da primeira fase (de 7%) e três antes da terceira (de pelo menos 1%).
Ainda está pendente a libertação de outro grupo de presos palestinos por Israel, por ocasião da festa muçulmana do Ramadã, que termina no dia 31.





