Jerusalém, 13 (AE-AP) - Tendo falhado em acabar com o impasse nas negociações de paz com a Síria, o governo israelense levantou nesta quinta-feira (13) as restrições à construção de assentamentos para colonos judeus nas Colinas de Golan, reivindicadas pelos sírios, informou o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.
A decisão certamente enfurecerá a Síria, país do qual Israel tomou o platô estratégico em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.
O presidente sírio Hafez Assad exige a devolução das colinas em troca de um acordo de paz.
Barak disse que o levantamento das restrições deve-se, naturalmente, aos congelamento das negociações de paz.
"É natural que, ao percebermos uma possibilidade muito pequena de retomarmos as negociações com a Síria, alguns de nossos projetos que ficaram congelados nos últimos meses nas Colinas de Golan recebam permissão para prosseguir", declarou o premier.
Yossi Kucik, conselheiro do primeiro-ministro Ehud Barak, informou hoje ao Conselho dos Colonos de Golan que todo o programa de construções que havia sido suspenso durante as conversações de paz sírio-israelenses poderá prosseguir agora.
Outro funcionário do governo que quis manter o anonimato confirmou o fim das restrições. O funcionário explicou que, na verdade, nunca houve um congelamento do programa, apenas uma diminuição no ritmo das construções.
As novas diretrizes, porém, ressaltou o funcionário, aplicam-se apenas a "projetos pessoais" - por exemplo, o de de famílias que constróem casas para seus filhos - e aos de interesse turístico.
Se, por um lado, as restrições podem indicar uma disposição israelense de conter alguma ofensiva expansionista em Golan, por outro, o presidente do Conselho de Colonos do Golan, Yehuda Wolman, citou hoje, como exemplo de obra de interesse turístico, a construção de um hotel na margem nordeste do Lago Tiberíades (Mar da Galiléia) - justamente uma área enfaticamente exigida pela Síria.

mockup