Jerusalém, 03 (AE-REUTERS) - Israel comutou as sentenças de longos anos de vários judeus presos pelo assassinato de árabes, numa iniciativa classificada por palestinos de "provocação".
O ministro da Justiça Tsahi Hanegbi, que recomendou a redução do tempo de prisão, disse que a libertação de prisioneiros palestinos por Israel em anos recentes estabelecida em acordos de paz justificava a decisão.
"Senti que devíamos fazer um gesto semelhante em relação a prisioneiros judeus", afirmou ele à Rádio de Israel. O presidente Ezer Weizman assinou a recomendação, disse um assessor.
Israel já libertou milhares de palestinos desde que assinou um acordo interino de paz em 1993 com a Organização de Libertação da Palestina, mas tem consistentemente se recusado a libertar aqueles que mataram ou feriram judeus.
A recusa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de libertar palestinos "com as mãos sujas de sangue" levou, junto com outras questões, ao colapso do acordo israelense-palestino de Wye em dezembro último.
"É provocação demais", afirmou Ahmed Abdel-Rahman, secretário- geral do gabinete palestino.
"Israel deveria libertar aqueles mencionados nos acordos de paz ao invés de soltar judeus que mataram palestinos a sangue frio", disse ele à REUTERS.
Um dos judeus que tiveram a sentença comutada, Ami Popper, matou sete palestinos em disparos indiscriminados em 1990.
Hanegbi, um membro do direitista partido Likud, de Netanyahu, disse que a sentença de Popper seria reduzida de sete prisões perpétuas para 40 anos. Autoridades carcerárias podem reduzir outro um terço da sentença por bom comportamento.

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