Israel recebe com pesar a morte de Hussein
Jerusalém, 07 (AE-REUTERS) - A morte do rei Hussein, da Jordânia, foi recebida com manifestações de pesar por parte do governo de Israel, que considerava o monarca como seu aliado mais confiável no mundo árabe. Por ordem do governo, todas as bandeiras de Israel foram postas a meio pau. A TV israelense informou que era a primeira vez que se adota tal medida no país em honra de um líder estrangeiro.
"O governo e o povo de Israel inclinam-se em profundo luto pelo rei Hussein, da Jordânia, um líder valente e um amigo fiel, que selou a paz com Israel", declarou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. "Estava verdadeiramente comprometido, com toda a sua alma, com a visão de uma paz verdadeira e duradoura entre Israel e Jordânia, assim como para todo o Oriente Médio."
De acordo com a Rádio Israel, Bibi, que participa amanhã do funeral em Amã, pediu ao Partido Likud que adiasse as eleições internas previstas para esta segunda-feira, nas quais seriam definidas as candidaturas para as elições antecipadas de 17 de maio.
Num outro comunicado, emitido em separado e divulgado pela TV estatal, o presidente de Israel, Ezer Weizman, qualificou Hussein de "um dos maiores líderes do século 20".
Pela manhã, Bibi teve de desmentir informações de dois dos principais jornais do país, o Haaretz e o Yediot Ahronot, segundo as quais ele não viajaria para a Jordânia, para o funeral do rei, por causa das últimas divergências que manteve com Hussein.
O monarca jordaniano estava descontente com o líder israelense por causa do insistente bloqueio do acordo de paz com os palestinos e de um fracassado atentado promovido pelo serviço secreto de Israel Mossad contra um dirigente do grupo extremista palestino Hamas na Jordânia, em 1997.





