Israel promove ataques aéreos contra o Líbano
Beirute, 07 (AE-AP) - Aviões israelenses atacaram uma fortaleza da guerrilha e estações de transmissão de energia no Líbano nas primeiras horas de terça-feira (08, pelo horário local) em retaliação a ataques do Hizbollah que causaram a morte de cinco soldados israelenses nas últimas duas semanas.
Os ataques foram realizados após uma semana de ataques sangrentos por parte do grupo guerrilheiro pró-iraniano e diversas imagens de soldados israelenses feridos exibidas nos noticiários.
Após os ataques, extensas áreas do Líbano ficaram em total escuridão, inclusive a capital Beirute, a cidade oriental de Baalbek e os municípios de Sidon e Tyre, no sul do país.
O recente derramamento de sangue no sul do Líbano gerou sugestões para que Israel acelere sua retirada de uma faixa de fronteira ocupada desde 1985. Mas isto também causou temores de um aumento da violência na fronteira entre Israel e Líbano.
Sirenes ordenavam aos moradores que seguissem para abrigos nas cidades do lado israelense nesta segunda-feira enquanto soldados fortemente armados seguiam para passagens fronteiriças.
Segundo testemunhas, os aviões concentraram os ataques em Baalbek, no leste do Líbano. As aeronaves dispararam diversos mísseis ar-terra, deixando a cidade imediatamente às escuras.
Aviões também atacaram transformadores de energia na região montanhosa da cidade portuária de Trípoli.
Também houve ataques contra a subestação de Jamhour, nas proximidades de Beirute. Os aviões retornaram 15 minutos mais tarde para atacar o local novamente. A artilharia antiaérea foi disparada, iluminando os céus de Beirute.
Não há informações sobre vítimas.
Nesta segunda-feira, o gabinete de segurança de Barak reuniu-se durante várias horas para decidir a resposta de Israel. "Nós lutaremos e asseguraremos que aqueles que nos atacam serão abatidos", disse Barak ao término da reunião.
Ele também renovou sua promessa de retirar as forças israelenses do sul do Líbano até julho deste ano, mas não acrescentou "diante de um acordo com a Síria", seu mantra habitual quando fala sobre o assunto.





