Israel promete rápido julgamento de adolescente dos EUA
Jerusalém, 26 (AE-REUTERS) - O ministro da Justiça israelense, Tsahi Hanegbi, prometeu hoje (26) um rápido julgamento do adolescentes judeu-americano acusado de um terrível crime em Maryland, mas disse que é praticamente impossível julgar crimes cometidos no exterior.
Para o desconsolo de Washington, Israel decidiu na quinta-feira contra a extradição de Samuel Sheinbein, 18 anos, para os Estados Unidos para ser julgado pelo assassinato de Alfredo Tello, 19 anos, cujo corpo desmembrado foi encontrado numa garagem perto de Washington em setembro de 1997.
"Tem ficado claro que em tais julgamentos fora das fronteiras do Estado onde o crime foi cometido é praticamente impossível promover a justiça e isto envolve incomuns altos custos", disse Hanegbi à Rádio de Israel.
"Com a decisão da Suprema Corte, o Estado de Israel irá agora somar todos os recursos necessários em ordem de haver um julgamento rápido e efetivo", acrescentou.
Uma porta-voz do Ministério da Justiça afirmou que Sheinbein deve ser indiciado na próxima semana.
Sheinbein fugiu para Israel depois de o corpo de Tello ter sido encontrado, e ele foi preso pela polícia israelense logo depois de sua chegada.
Antes do assassinato, Sheinbein nunca havia vivido no Estado judeu. Ele reivindicou a cidadania através do pai, que nasceu em Israel mas estabeleceu-se nos Estados Unidos em 1950.
A lei israelense estipula que os cidadãos de Israel não podem ser extraditados. A Suprema Corte reverteu na sexta-feira uma decisão de um tribunal inferior - que considerou que apesar de Sheinbein ser um cidadão, ele nunca viveu em Israel e portanto estava sujeito à extradição.
A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, e a secretária de Justiça, Janet Reno, interviram no caso e pediram a Israel para entregar Sheinbein.
Reno afirmou na quinta-feira que seu departamento fará o máximo possível para garantir que a justiça seja feita em Israel contra Sheinbein, acrescentando que seria preferível julgá-lo no país onde o crime foi cometido.
A mãe da vítima considerou "ridícula" a decisão da corte de Israel e apelou aos americanos para fazerem uma campanha para trazer Sheinbein de volta aos EUA para ser julgado.
O assassinato de Tello foi um dos mais terríveis noticiado na região de Washington em vários anos.
A polícia encontrou uma serra elétrica e vários cilindros de gás propano na garagem ao lado do corpo desmembrado, que havia sido queimado a ponto de quase não ser reconhecido.
O suposto cúmplice de Sheinbein, Aaron Needle, 18 anos, se suicidou dois dias antes do início de seu julgamento em abril passado.





