Israel pode "arriscar" retirada das Colinas do Golan
Tel Aviv, 21 (AE-AP) - Israel tem condições de assumir "um risco calculado" e se retirar das Colinas do Golan em troca de paz porque a Síria não representa mais um "perigo" militar para o Estado judeu, afirmou hoje (21) um dos maiores formadores de opinião de Israel.
Quebrando com o argumento militar de que Israel não deve abandonar a área por motivo de segurança mesmo em troca da paz, Shai Feldman, diretor do Centro de Estudos Estratégicos Jaffee da Universidade de Tel Aviv, disse que a clara superioridade militar israelense sobre a Síria "permite ao governo de Israel assumir um risco calculado de conduzir as negociações de paz".
De acordo com especialistas do Centro Jaffee, as forças militares sírias se deterioraram nos últimos 15 anos. Para o general da reserva Shlomo Brom, que até o ano passado era chefe da unidade de planejamento estratégico militar de Israel e hoje trabalha no centro, as forças sírias não recebem equipamentos avançados desde a metade da década de 80.
Por outro lado, líderes dos colonos judeus que habitam as Colinas do Golan pediram hoje ao presidente israelense, Ezer Weizman, para que ele deixe de defender o acordo terra-por-paz com a Síria. Weizman recusou o pedido.
Também a agremiação que representa os colonos no parlamento, o Partido Religioso Nacional, ameaçou retirar seu apoio ao governo caso as tropas israelenses se retirem da área em disputa.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, reuniu-se hoje com conselheiros para planejar a estratégia para a segunda rodada de negociações com a Síria, marcada para 3 de janeiro em Washington. Israel deverá solicitar mais segurança e controle sobre fontes de água em troca da retirada de seus soldados das colinas.





