Jerusalém, 30 (AE-AP) - Israel concluiu nesta quinta-feira (30) sua obrigação de libertar prisioneiros com base no mais recente acordo de interino de paz com a libertação de sete prisioneiros palestinos, mas fracassou em cumprir o prazo com a Autoridade Palestina (AP) no que diz respeito à retirada de tropas na Cisjordânia.
Pela primeira vez desde que israelenses e palestinos declararam paz em 1993, os prisioneiros libertados nas negociações eram de Jerusalém Oriental, apesar de protestos da oposição. Segundo ela, incluir tais prisioneiros seria visto como uma aceitaçãao das reivindicações políticas palestinas em relação ao setor disputado.
Tentando bloquear a retirada planejada, dezenas de jovens israelenses criaram um novo assentamento no topo de um monte que
segundo eles, seria transferido. Sete foram presos e algumas dezenas deles ficaram brevemente detidos quando soldados israelenses os retiraram de lá.
"Nós voltaremos", gritava o organizador Shimon Riklin, do grupo Dor Hahemsheh, enquanto soldados o levantavam e o retiravam da base militar abandonada onde ele ergueu tendas e hasteou bandeiras de Israel.
O Dor Hahemsheh, grupo radical composto em sua maioria por jovens israelenses, é contrário aos compromissos relacionados aos assentamentos assumidos pelo Conselho de Colonos Judeus. No passado, o conselho hesitou em compensar as atividades ilegais do grupo, mas nesta quinta-feira defendeu suas atividades "contra o processo de retirada, que está dividindo a terra e o povo".
Síria - Em Jerusalém, o presidente israelense Ezer Weizman disse hoje que renunciará se os israelenses rejeitarem um acordo de terra por paz com a Síria. A ameaça foi feita poucos dias antes de o primeiro-ministro Ehud Barak reunir-se com autoridades sírias em Virgínia Ocidental para uma segunda rodada de negociações de paz, retomadas no início de dezembro após uma paralisação de quase quatro anos.

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