Líbano, 25 (AE-AP) - Aviões israelenses voltaram a bombardear estações elétricas e pontes do Líbano nas primeiras horas desta sexta-feira (25). O novo ataque matou pelo menos sete civis e deixou a capital Beirute às escuras. O mais violento choque entre os dois países em três anos também matou dois israelenses e feriu outros 18 no norte do país, devido à explosão de foguetes lançados pelo grupo guerrilheiro Hezbollah. Desde que o exército israelense começou os bombardeios ontem (24) à noite, cerca de 57 pessoas ficaram feridas no Líbano. Os jatos e helicópteros de Israel atingiram duas subestações elétricas nos arredores da capital Beirute, alvos guerrilheiros à leste da cidade de Baalbek e pontes localizadas na principal rodovia costeira do Líbano. As forças israelenses atingiram a subestação de Bsalim, o que deixou mais distritos de Beirute sem luz. Até o momento não há informes sobre feridos ou mortos. A ofensiva de hoje (25) atingiu três pontes na rodovia costeira que liga Beirute a Sidon (40 quilômetros ao sul). Duas pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em Damour - cidade localizada à margem da rodovia. Os aviões destruíram a ponte sobre o rio Awali - próximo a Sidon -, ferindo dois soldados e cinco civis. Em Jerusalém, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu emitiu um alerta após uma reunião com o Gabinete de Segurança nesta manhã (25). "Se não houver paz na fronteira, não haverá paz no Líbano", afirmou à uma emissora de rádio. Netanyahu ordenou os ataques aéreos sem consultar o primeiro-ministro eleito do Líbano, Ehud Barak.

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