Beirute, 17 (AE-AP) - A Síria e Israel manifestaram-se hoje (17) satisfeitos com sua primeira rodada de negociações em 45 meses e mostraram que não pretendem deixar a violência no sul do Líbano obstruir o caminho para a paz.
Num sinal contundente dessa resolução, o grupo guerrilheiro libanês pró-iraniano Hezbollah anunciou que, pelo menos por enquanto, não atacará Israel para vingar as 20 crianças feridas quinta-feira numa escola de Arab Salim, atingida por um bombardeio da milícia pró-israelense Exército do Sul do Líbano (ESL).
"O que aconteceu merece que a resistência islâmica bombardeie colônias da ocupação sionista no norte da Palestina", disse o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah. "Mas vamos apenas enviar uma clara advertência ao inimigo e dizer aos libaneses que a resistência islâmica não vai aceitar novas provocações sionistas. Não vamos revidar agora, mas nossa paciência chegou ao fim."
A declaração foi feita depois que o Exército de Israel se desculpou pelo fato de o ataque do ESL ter atingido civis. As autoridades israelenses pediram que a Síria (que controla o Líbano) contenha o Hezbollah, e estimaram hoje que é isso que está ocorrendo.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, voltou hoje satisfeito de Washington, onde manteve dois dias de reuniões com o chanceler sírio, Faruq al-Shara. "As negociações estão num bom caminho, mas serão difíceis", afirmou. "Temos todas as razões para estar satisfeitos, porque alcançamos nossos objetivos: fixar um marco e um calendário para as discussões."
Um alto funcionário sírio manifestou a mesma opinião. A próxima rodada de diálogo começará dia 3 em Washington.

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