Israel e Síria retomarão negociações em Washington
Washington, 08 (AE-AP) - Israel e Síria retomarão na semana que vem em Washington suas negociações de paz, depois de quase quatro anos de suspensão. O anúncio foi feito hoje (08) pelo presidente dos EUA, Bill Clinton, depois de encontros mantidos separadamente pela secretária de Estado americana, Madeleine Albright, com o presidente sírio, Hafez Assad, e com o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak.
"Tenho o prazer de anunciar que o primeiro-ministro Barak e o presidente Assad concordaram que as negociações de paz sírio-israelenses sejam retomadas do ponto em que foram interrompidas", afirmou Clinton à imprensa em Washington. A Síria alega que, nas negociações anteriores, Israel já concordara secretamente em desocupar totalmente as Colinas do Golan - ocupadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967 - em troca da paz, e Damasco vinha insistindo que as conversações teriam de ser retomadas a partir daí. Clinton, entretanto, não revelou se Israel concordou com isso. "Não seria útil entrar em detalhes, mas as negociações recomeçarão com base em todas as negociações prévias entre Síria e Israel", disse o dirigente americano.
Clinton informou que Barak se reunirá na próxima semana com o chanceler sírio, Faruk al-Shara, na capital americana, e uma segunda rodada de "conversações intensivas" será realizada em alguma parte do Oriente Médio a ser decidida. "Eles querem fazer a paz e eles concluíram agora que podem fazê-la em termos que satisfaçam os interesses de ambos", disse Clinton. "A Paz está há muito tempo à nossa vista. Hoje ela está a nosso alcance e precisamos pegá-la."
Em Jerusalém, depois de receber de Albright detalhes sobre a posição síria, Barak afirmou: "Há claramente uma rara oportunidade. Temos tanto outras coisas para fazer do que desperdiçarmos duas ou três gerações na linha de fronteira e enterrar nossos jovens".
No início desta semana, os palestinos abandonaram a mesa de negociações solicitando que Israel congele a construção de novos assentamentos na Cisjordânia. Barak afirmou que não poderia interromper o crescimento natural dos assentamentos existentes, mas que não permitiria a construção de novas colônias.





