Tel-Aviv, 14 (AE-AP) - O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e o chanceler sírio, Faruq al-Shara, realizarão amanhã (15) e depois em Washington históricos encontros que eles esperam que desemboquem, dentro de meses, num tratado de paz depois de cinco décadas de hostilidades.
Ao embarcar hoje para a capital americana, Barak qualificou sua missão de "difícil" e disse que levará para as primeiras negociações sírio-israelenses em 45 meses "toda a dor do conflito, mas também todos os sonhos e esperanças" dos israelenses. "É nossa responsabilidade histórica trabalhar para o fim deste conflito e trazer paz e segurança para Israel."
Em Damasco, o diretor do jornal governamental Syria Times, Fouad Mardoud, afirmou que um tratado de paz trará "segurança, prosperidade e dignidade para todos no Oriente Médio, incluindo os israelenses".
As reuniões em Washington serão as de mais alto nível já realizada entre os dois países, que já indicaram ser possível um acordo em alguns meses. Al-Shara, porém, avisou que não apertará a mão de Barak em público, apesar da insistência dos EUA.
A Síria exige que Israel lhe devolva totalmente as Colinas do Golan (ocupadas pelos israelenses em 1967) em troca da paz total. Barak obteve segunda-feira o apoio do Parlamento para as conversações (por 47 votos a 31), mesmo depois de admitir que Israel terá de pagar um "alto preço territorial" pela paz.
Antes de embarcar, Barak recebeu representantes dos 17 mil colonos judeus do Golan. "Ele disse estar decidido a chegar rapidamente a um acordo com Damasco e nós o advertimos que travaremos uma dura luta para impedir o desmantelamento das colônias", disse o chefe do Conselho de Colonos do Golan, Eli Malka.

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