Jerusalém, 11 (AE-AP) - Numa tentativa de conter uma retomada da violência, líderes israelenses e palestinos reuniram-se hoje (11) para tentar superar discordâncias sobre o cronograma da retirada militar de Israel da Cisjordânia prevista no acordo de Wye River.
Poucas horas antes das conversações, entretanto, tropas israelenses entraram em conflito com aproximadamente 200 palestinos que protestavam contra a demolição de três casas habitadas por árabes na Cisjordânia, enquanto a polícia promovia uma verdadeira caçada em várias aldeias palestinas a procura de responsáveis pelos tiros que acertaram um colono judeu ontem à noite.
Mesmo assim, uma onda de otimismo tomou a região depois que os negociadores disseram estar determinados a pôr um fim à paralisação da implementar do acordo Wye River, que prevê a retirada israelense de outros 11% da Cisjordânia em duas fases.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, telefonou hoje para o presidente norte-americano, Bill Clinton, para colocá-lo à par das negociações, disse a porta-voz do premier, Merav Parsi-Tsadok. Eles conversaram também sobre como realizar com êxito a visita da secretária de Estado americana, Madeleine Albright à região no próximo mês.
Albright tinha inicialmente planejado visitar o Oriente Médio este mês, mas adiou a viagem a pedido de Barak. Ela agora deverá chegar a Jerusalém em 2 de setembro.
Os dois lados fizeram hoje algum progresso e alcançaram um acordo para começar a implementação do acordo no começo de setembro. Segundo esse compromisso, a primeira retirada começaria um mês depois.

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