BEIT AWA, Cisjordânia, 14 (AE-AP) - Numa rara admissão, o vice- ministro da Defesa israelense disse hoje (14) que dois destacados militantes islâmicos que foram mortos num assalto do exército ao esconderijo deles na Cisjordânia estavam marcados para morrer por Israel.
Os dois fugitivos, membros do grupo militante Hamas, foram mortos a tiros na noite de segunda-feira por comandos israelenses. Três outros ativistas do Hamas foram capturados no assalto na remota vila de Beit Awa, Cisjordânia.
O sangrento assalto provocou temores de que o Hamas irá buscar revanche promovendo ataques suicidas a bomba ou a tiros em Israel.
As conversações de paz israelense-palestinas estão num momento delicado, faltando apenas dois meses para os negociadores formularem o esboço de um tratado de paz. Novos ataques terroristas poderiam descarrilar as conversações.
Na Faixa de Gaza, um porta-voz do Hamas deixou em aberto a possibilidade de uma resposta violenta.
"Israel carrega toda a responsabilidade por esses assassinatos, e dizemos que temos todo o direito de nos defender e reagir a esse ato criminoso", afirmou o porta-voz, Ismail Abu Shanab.
O vice-ministro da Defesa Efraim Sneh disse que a política de Israel é retaliar duramente contra qualquer um envolvido em ataques mortais contra israelenses.
Um dos mortos de segunda-feira, identificado como Iyyad Batat, era responsabilizado por um ataque em janeiro no qual um agente de uma unidade secreta da polícia paramilitar fronteiriça de Israel foi morto a tiros numa emboscada. O exército identificou a segunda vítima de segunda-feira como sendo Nader Massalmeh, um ativista do Hamas.
"Existe um contrato automático em cima de qualquer um do Hamas que comete ataques assassinos", disse Sneh à Rádio de Israel. "Eu tinha dito que dentro de um ano aqueles atacantes (do guarda fronteiriço) iriam morrer, e veja, levou menos de um ano".
O assalto ao esconderijo do Hamas teve início por volta das 19 horas (horário local) de segunda-feira, pouco depois da refeição noturna que fiéis muçulmanos fazem para quebrar o jejum diurno durante o mês sagrado do Ramadã.

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