Israel cancela libertação dos palestinos presos
Jerusalém, 7 (AE-AP) - A libertação dos palestinos detidos em Israel, programada para ocorrer amanhã (8),está cancelada, anunciou hoje o ministro de Segurança Interna Schlomo Ben-Ami, reclamando que os palestinos fizeram pedidos que não faziam parte do último acordo entre os dois lados.
Entrevistado pela televisão israelense, Ben-Ami disse que "Israel estava planejando libertar os prisioneiros amanhã, mas não haverá mais libertação alguma". Segundo ele, o governo israelense vai tentar entender a posição palestina. O ministro informou que houve conversações com o funcionário palestino responsável pelos prisioneiros, Hisham Abdel Razek, que levantou objeções à lista de Israel. Ben-Ami disse que a decisão sobre qual dos detidos será libertado é só de Israel, embora os palestinos devam ser consultados.
O negociador palestino Saeb Erekat, acusou os israelenses de quebrarem o acordo. "Há uma verdadeira crise por causa disso", afirmou, mas acrescentou que as negociações continuam.
O ministro afirmou que o atraso na libertação era uma tentativa de preservar relações mútuas apropriadas para que ambos os países possam continuar a avançar com base na confiança. "Estamos ouvindo o que os palestinos têm a dizer", acrescentou. A televisão israelense divulgou que a libertação dos detidos deve ser adiada até a próxima semana.
Sob os termos do acordo interino assinado no dia 4 de setembro em Sharm el-Sheikh, Egito, Israel deveria libertar um segundo grupo de prisioneiros palestinos no dia 8 de outubro, um dia de solidariedade entre os prisioneiros. O primeiro grupo, de 199 pessoas, foi libertado no dia 9 de setembro.
A libertação dos prisioneiros é um tema muito importante entre os palestinos, que consideram os prisioneiros como heróis libertadores que resistiram à ocupação israelense da Cisjordânia e Gaza.





