Jerusalém, 30 (AE-AP) - O governo argentino admitiu, em um comunicado interno, ter abrigado 180 criminosos de guerra nazistas após a Segunda Guerra Mundial, informou nesta quinta-feira (30) um jornal israelense.
A descoberta foi feita por uma comissão governamental criada há dois anos, segundo o Haaretz. O informe, que ainda não foi publicado, indica que entre os criminosos de guerra que foram para a Argentina figuram Josef Mengele, realizador de brutais experiências médicas no campo de concentração de Auschwitz.
O diretor da sucursal israelense do Centro Simon Wiesenthal, Efraim Zuroff, disse que não havia lido a reportagem, mas que estimava que cerca de 700 nazistas entraram na Argentina depois da guerra. "A pergunta então é qual critério se utilizou para chegar a esse número (180)", disse Zuroff.
O jornal Haaretz informou que muitos dos nazistas entraram no país usando documentos falsos de refugiados da Cruz Vermelha e que o falecido presidente Juan Domingo Perón estava ciente.
Perón permitiu a entrada dos nazistas porque muitos deles eram cientistas e engenheiros, que - acreditava ele - poderiam ajudar a Argentina, segundo a reportagem.

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