Isolamento é problema nacional
O cientista político Henrique Rezende de Castro, em sua tese de mestrado apresentada em 2006 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tratou das regiões metropolitanas no Brasil e utilizou Londrina como estudo de caso.
As conclusões a que chegou no estudo foram contundentes: tanto a região metropolitana de Londrina quanto a de Maringá, criada no mesmo ano, foram instituídas não a partir de movimentos autênticos e representativos locais, mas sim unicamente do Estado. Iniciativas públicas e privadas na região de Londrina não costumam levar em conta a constituição da RML, e com frequência adotam recortes regionais diferentes daquele que forma a região metropolitana; o Governo do Estado prefere concentrar ações na RM de Curitiba, e ignora as do interior.
''Londrina reproduz o que acontece em todo o Brasil. Existe uma institucionalidade no papel, mas que não tem materialidade na vida real. Por exemplo: saneamento, questões ambientais, gestão de resíduos sólidos, transporte, são questões que têm que ser tratadas com políticas públicas integradas'', disse Castro, em entrevista à FOLHA.
O cientista político aponta que o modelo de desenvolvimento do País, que sempre gerou crescimento com concentração de serviços, renda e estrutura nos polos das RMs, precisa ser mudado. ''É necessário buscar políticas para um crescimento mais homogêneo das regiões metropolitanas'', diz Castro. (F.G.)





