Isabelly Vitória morre no HU de Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de janeiro de 2016
Grupo Folha 
Portadora de um doença genética grave, a pequena Isabelly Vitória Pardim de Deus Mello, de dois anos e quatro meses, não resistiu às complicações decorrentes de um delicado quadro de imunodeficiência e morreu na UTI pediátrica do Hospital Universitário (HU) de Londrina na tarde de ontem.
Em fevereiro do ano passado, após muitos meses de espera e luta judicial, a menina recebeu um marca-passo diafragmático avaliado em aproximadamente R$ 500 mil. O aparelho foi implantado no Hospital das Clínicas (HC) de Curitiba - onde ela já havia ficado um ano internada - e lhe permitia melhorar sua respiração, prejudicada desde o nascimento por causa da doença.
Depois da cirurgia, ela passou mais um mês no HC para se recuperar. Durante o ano passado, Isabelly permaneceu na casa da família, em Rolândia, e em algumas ocasiões deu entrada em hospitais de Londrina por conta da saúde frágil.
Em agosto passado, o governo do Paraná foi obrigado pela Justiça a custear os gastos decorrentes do funcionamento dos equipamentos médicos que ficavam no quarto de Isabelly.
RELEMBRE O CASO
Isabelly nasceu em Rolândia com uma lesão em um dos pulmões que a impede de respirar normalmente, precisando continuamente da ajuda de aparelhos ou da implantação do marca-passo em seu diafragma.
Em dezembro de 2013, a criança foi internada no Hospital Infantil de Londrina com uma doença grave que impossibilitava a produção de anticorpos e mecanismos de defesa contra outras patologias. Em junho de 2014, a família conseguiu uma decisão judicial para transferi-la ao Hospital das Clínicas de Curitiba (HC), onde recebeu a medula da mãe e apresentou uma considerável recuperação.
O marca-passo de valor aproximado a R$ 500 mil precisou ser solicitado pela Justiça diversas vezes até que a Secretaria Estadual de Saúde confirmou sua compra pelo governo do Paraná. O aparelho deveria ter sido entregue no dia 26 de janeiro, mas um erro logístico da empresa norte-americana, responsável pela comercialização do marca-passo, fez ele ser enviado a Buenos Aires, capital da Argentina.


