Irmãs se encontram depois de 53 anos de separação
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segunda-feira, 06 de agosto de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Duas irmãs que foram separadas depois da morte da matriarca se encontraram 53 anos depois. A cena, que parece enredo de novela, aconteceu na vida real em Ibiporã (Norte) na semana passada com Enedina da Silva Souza Botega, de 53 anos, e Maria Sloan da Silva, de 58 anos. As duas são filhas de Enedina Rosa, que morreu em 1959 em Jataizinho (Norte) depois de sofrer complicações no parto.
O primeiro contato foi realizado por telefone há seis meses. Com tantas histórias para contar as duas ficaram por uma hora conversando ao telefone na primeira ligação. Segundo Flávia Schmitt, nora de Enedina, muitas lágrimas foram vertidas e a emoção tomou conta da família. Depois o contato foi se intensificando, culminando com a vinda de Maria para Ibiporã.
O sorriso semelhante das duas durante a entrevista atesta os laços fraternos. ''A gente não tem mais dúvidas de que somos irmãs. Graças a Deus nos encontramos'', afirmou Maria Sloan. Edenina, por sua vez, ressaltou que agora não há nada que as deixe sem notícias uma da outra. ''No próximo feriado prolongado eu pretendo retribuir a visita indo a São Paulo'', afirmou. Maria Sloan permaneceu em Ibiporã por uma semana, tempo em que as duas compartilharam histórias vividas em mais de cinco décadas de separação.
Maria Sloan não imaginava que a irmã estivesse viva, pois acreditava que ela tivesse morrido no parto com a mãe. ''Eu não poderia procurar por ela, pois nem o nome dela eu sabia. Para mim foi um choque descobrir que minha irmã estava viva'', relatou. Enedina, por sua vez, sabia da história porque a ouvia da família que a criou e durante anos procurou seus familiares. O reencontro só foi possível agora graças aos filhos de Enedina, que utilizaram as ferramentas de busca na internet e a pesquisa em uma rede social para localizar Maria.
Com morte da mãe delas, Edenina Rosa, o pai, Pedro Manoel da Silva, pediu aos avós maternos das crianças, que moravam na Bahia, que cuidassem de Maria, na época com cinco anos. Já o bebê Enedina, foi entregue a família amiga, em Ibiporã.
Outro irmão, José Pedro, que tinha um ano, elas não sabem onde está. A única notícia que as duas possuem é que ele teria acompanhado o pai por um período, mas também teria sido entregue a familiares que residiam em Cruzeiro do Oeste (Noroeste). Elas nunca mais receberam notícias tanto de José Pedro como de seu pai. Talvez o reencontro com os dois seja mais um capítulo desta novela da vida real, à espera de um final feliz.


