Dois irmãos foram presos pela Polícia Civil de Apucarana acusados de terem matado Aparecido Targino da Silva, 56, padrasto da dupla. De acordo com o delegado-chefe da 17ª SDP (Subdivisão Policial), de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, Targino desapareceu na terça-feira (20) e o corpo foi localizado pela filha da vítima no sábado, dentro de um poço de uma chácara na Vila Rural Nova Ucrânia, próximo ao Cemitério Ucraniano em Apucarana.

“Ela desconfiou do desaparecimento, porque ele não tinha o costume de sumir daquela forma. Ela achou estranho que o poço estava com muitos entulhos e achou uma pá e uma carriola. Ela desconfiou que o corpo de seu pai poderia estar dentro dessa fossa e acionou os bombeiros. O corpo foi encontrado de cabeça para baixo sob esses entulhos”, relatou Rodrigues.

Laudo do IML confirmou que a morte foi por trauma crânio- encefálico.
Laudo do IML confirmou que a morte foi por trauma crânio- encefálico. | Foto: Vítor Ogawa - Grupo Folha

Os dois irmãos foram presos na tarde de domingo (25), em uma mata à margem da BR-376, perto do local em que o corpo foi encontrado. “Recebemos informações de que eles poderiam estar ali. Montamos uma equipe para vasculhar a mata e eles foram localizados lá. Eles foram conduzidos à delegacia e acabaram confirmando que assassinaram o Aparecido Targino”, destacou o delegado. Os dois e a madrasta moravam havia pouco tempo com Targino.

Questionados sobre a motivação do crime, os dois teriam afirmado durante o inquérito que tomaram conhecimento de que a mãe já teria sido vítima de violência por parte de Targino e que, naquela terça-feira, testemunharam que o padrasto teria agredido e xingado a mãe deles. “Começaram a bater em Targino e optaram por matá-lo. O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico-legal) de Apucarana e o laudo da causa da morte confirmou que ela se deu por traumatismo crânio-encefálico. Isso condiz com a narrativa dos agressores, que expuseram a forma como mataram Targino. Um deles desferiu um soco contra ele e na queda ele bateu com a cabeça no chão. Um deles deu mais um soco enquanto o outro deu golpe mata-leão”, destacou o delegado.

Rodrigues diz que ainda precisa esclarecer o depoimento da mãe dos rapazes, já que ela foi à delegacia com um vizinho e declarou que seus filhos a teriam mantido em cárcere privado quando ela ameaçou denunciá-los. "Essa situação é a declaração que ela deu, quando foi à delegacia acompanhada de um conhecido, mas os dois filhos negaram que isso tenha acontecido. Um dos filhos até perguntou por qual motivo ela diria isso, já que eles teriam confessado que mataram o padrasto por causa dela. Estamos ouvindo outras pessoas. A gente já descobriu que no período em que ela ficou sob o suposto cárcere deles teria se afastado diversas vezes.”

Até o momento, ela está sob condição de vítima, o que pode ser revertido. “Vamos perguntar o motivo de ela ter mentido sobre essa questão do cárcere privado”, declarou.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos irmãos.

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