Londrina – Os gêmeos Higor e Hugo Vargas Zati são os mais novos alunos da Escola Municipal de Dança de Londrina selecionados pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Os irmãos estão entre os 13 chamados de uma seletiva de balé clássico que reuniu 444 candidatos da América Latina durante o Festival de Dança da cidade catarinense, encerrado no dia 27.
Higor e Hugo, de 17 anos, têm até novembro para confirmarem as inscrições. As aulas terão início em fevereiro de 2014. "Não acreditei quando fomos chamados, fiquei sem reação", contou Hugo. A paixão pelo balé vem de família. O irmão mais velho, Anderson Braz, também foi revelado na Escola Municipal de Londrina e hoje integra a Companhia Maria Kong, de Israel.
"Meu pai começou a trabalhar na escola e trouxe meu irmão. A influência dele fez com que nós iniciássemos também no balé", explicou Higor.
Para a coordenadora de dança da Escola, Sônia Secco Cândido, escolhas como essas valorizam o trabalho da Escola de Dança e da Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart), que em 2013 completam 20 anos. "Estamos produzindo bailarinos de qualidade para seguirem carreira na dança. Hoje 90% dos nossos professores são formados em casa. Não formamos bailarinos só para companhias de fora, mas também para o Ballet de Londrina", frisou a professora. Em 2012, outro aluno de Londrina, Pedro Frizon, também foi selecionado pelo Bolshoi.
A única preocupação da dupla é buscar recursos para se manter em Joinville. Higor e Hugo são bolsistas em Londrina e também serão no Bolshoi, mas precisam arcar com as despesas de moradia e de alimentação. "Não temos condições de custear tudo e por isso estamos em busca de patrocinadores", colocou Higor. "Estamos muito preocupados com a questão financeira e ficaríamos muito chateados se perdêssemos esta oportunidade", ressaltou Hugo.
Já Priscila Santana, de 25 anos, também aluna da Escola Municipal de Dança, acaba de ser contratada pela Companhia de Dança Sesiminas, de Belo Horizonte. "Estou muito feliz. É a realização do meu sonho. Não teria feito balé se não houvesse essa extensão perto da minha casa", apontou a bailarina, que mora no Conjunto João Paz.

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