São Paulo, 26 (AE) - O irmão da vereadora Maeli Vergniano, Márcio Tristão Vergniano, prestou depoimento hoje no Departamento de Investigações e Registros Diversos (Dird). Tristão está preso há quatro dias e é acusado de participação em suposto esquema de propinas na Administração Regional de Pirituba. Hoje, o delegado Maurício Correali, integrante da força-tarefa que investiga a máfia dos fiscais na administração municipal de São Paulo, também ouviu o ex-assessor da regional e pastor da Assembléia de Deus, Rubens de Moura.
Os dois foram presos na sexta-feira passada por descumprimento de ordem judicial. Vergniano e Moura foram convocados seis vezes para prestar depoimento, mas não compareceram. Eles são suspeitos de participação em um suposto esquema de propinas que seria comandado pela vereadora Maeli Vergniano (sem partido), que controlava politicamente a regional. A prisão temporária dos dois vence amanhã(27). O delegado Correali e os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaecco) suspeitam que Tristão, que foi administrador regional de Pirituba, e Moura, que era assessor da regional, exercessem trabalhos políticos no órgão a comando de Maeli.
"Há a suspeita de que eles tenham transformado a regional em uma extensão do gabinete de Maeli na Câmara, inclusive no que diz respeito ao susposto esquema de corrupção"
disse o promotor Roberto Porto, do Gaecco. Tristão já foi indiciado pelo delegado Correali por peculato, formação de quadrilha e concussão.O depoimento de Moura e Tristão começou às 16 horas e até o começo da noite não havia sido encerrado.

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